A Leitura

 

Inaugurada em 1967 na Galeria do Ouvidor em Belo Horizonte vendendo livros novos e usados, a Livraria Leitura foi uma das primeiras do Brasil no conceito megastore, que consiste em lojas acima de 1.000 m² e grande variedade de produtos de cultura e entretenimento. Depois de adotar uma audaciosa política de expansão, a Livraria Leitura se consolidou como a maior livraria do Brasil.

A rede tem atualmente 94 lojas distribuídas em 21 unidades da Federação e conta ainda com a Leitura Distribuidora de Livros, o atacado de papelaria PLM, as 4 lojas de departamento D+ Casa e Presentes, a Editora Itatiaia Garnier e o site de vendas leitura.com.

Com a expansão nacional da rede, atuando em um mercado cada vez mais competitivo, a Leitura investe em seus colaboradores, fazendo treinamentos periódicos com a equipe, tendo em vista o constante aperfeiçoamento profissional dos funcionários.

A Leitura desenvolveu seu programa exclusivo de fidelização, o “Sempre Leitura”, no qual o cliente acumula pontos e troca por vales-compras nas lojas da rede.

Hoje as lojas são centros de cultura e entretenimento para toda a família. As megastores oferecem uma enorme variedade de produtos, chegando a 100 mil itens entre livros, revistas, filmes, música, games, informática, papelaria, jogos e presentes. Conta com espaços de entretenimento como cafés, ambientes para leitura, sessões de autógrafos e eventos culturais.

Leitura é muito mais que uma livraria.

Por Marcus Teles – Presidente da Livraria Leitura

Estudos mostram que o papel é a melhor companhia para uma melhor experiência na leitura. Os livros são atemporais, presentes no mundo há centenas de anos. Com o auxílio deles foram feitas grandes descobertas, possibilitando os avanços da humanidade. A prática da leitura sempre fez parte do cotidiano, sem ela, não haveria comunicação como é conhecida hoje. Ela ainda é um dos melhores hábitos para conhecer novos mundos, fazer descobertas e exercitar a imaginação.

O costume de ler também traz outros inúmeros benefícios como o estímulo da criatividade, o desenvolvimento da concentração, auxilio na capacidade de memorização, conhecimento de vocabulário, aprimoramento da escrita, despertar do senso crítico, além de ser uma distração nos momentos de estresse e fonte de sensação de bem-estar.

No decorrer dos anos, com o desenvolvimento de novas tecnologias, novos meios de consumo surgem constantemente em vários espaços. Na última década, os livros impressos têm competido com as telas de smartphones, computadores, tablets e leitores de livros digitais pela preferência dos amantes da literatura. Mas em algum momento isto seria inevitável, já que praticamente todas as tarefas relacionadas ao trabalho ou lazer, podem ser executadas facilmente na era digital com o auxílio de um desses dispositivos. Mas será que os exemplares físicos estão mesmo perdendo mesmo sua hegemonia?

Há quem prefira meios digitais, mas alguns estudos publicados por pesquisadores têm apontado que o papel é a melhor companhia para boa uma experiência literária. O estudo conduzido pela Universidade de Stavanger, na Noruega, com estudiosos da França, observou a leitura de um texto longo em dispositivos digitais e impressos. Os leitores da opção impressa lembraram melhor da ordem cronológica.

O papel facilita a compreensão do texto, permite absorver melhor os detalhes da narrativa e gera menos impacto na visão. As telas dos dispositivos digitais podem servir de atalhos para dispersão, o que leva a perda de nuances do texto e cansaço das vistas.

Bill Gates, fundador da maior e mais popular empresa de software do mundo, tem uma frase que mostra a importância da tecnologia e a necessidade dos livros: “Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever, inclusive a sua própria história.”

Por isso e por outras razões já citadas ,apesar da tecnologia e da disponibilidade online, muitas pessoas alimentam o prazer de colecionar livros. Ademais, as livrarias também servem como um espaço cultural, onde é possível conhecer novas pessoas, enquanto se folheia algumas páginas de um livro se aprecia um bom cafezinho.

Como dizem os amantes da literatura, “Não há nada como o cheiro de um livro novo” e esse prazer de ver as capas pessoalmente, receber boas sugestões do livreiro, ler algumas páginas e resenhas é um hábito social que nenhuma tecnologia conseguirá substituir. Acreditamos nos livros e nas livrarias!